terça-feira, 3 de junho de 2008

Ambivalêcia


Talvez nunca se compreenda o porque das coisas...
Os fatos que são vividos na vida, não podem ser
interpretados como mero acaso, pois estariamos assim
não atribuindo o valor merecido por cada instante pelo
qual ainda continuamos caminhando.
Nos prendemos ao nosso mundo, e sempre
de alguma forma, anexamos a história das outras
pessoas a nossa, fazendo disso desculpa para nossos
erros.
E com base nisso criamos o nosso "plano de fulga".
Escutamos somente o que queremos ouvir,
fixamos apenas naquilo que queremos ver...
E o pior de tudo, chegamos ao ponto de não
conseguirmos ficar sozinhos com nossos próprios
pensamentos.
Nos refugiamos na casa de amigos, e quando isso
não é possível, apelamos para o telefone. Ouvimos
milhares de conselhos diferentes pra uma mesma
situação, só pra não encaramos a parcela de culpa
que podemos gerar com nossas atitudes.
Sim...ficamos alienados de nós mesmos....
Porque em alguns momentos simplismente
não sabemos lidar com algumas situações.
Geralmente experiências novas, além de algumas
já bem conhecidas, nos dão a sensação de enfado...porém
partilhar é bem diferente de colocar o peso do que
se carrega nas costas alheias.
Penso que voltar-se pra si seja muito mais difícil
do que se imagina.
Porém é necessário...Porque apesar de sermos
sujeitos submetidos a entrega, não podemos
nos anular por conta dos sentimentos não pertecentes a nós.
A busca eterna do equilíbrio precisa acontecer,
por isso não podemos ficar presos a nós mesmos,
nem nos desprendemos completamente.
Como Freud dizia," todas as relações
são ambivalentes"...e isso incliu a que temos
com nós mesmos. Por tanto nunca haverá
uma solução certa, a única coisa que vai existir
é sempre uma nova oportunidade.

Obs:Algumas colocações tiradas da aula de psicanálise de ontem

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