segunda-feira, 16 de junho de 2008

Quem procura acha

Já diria minha vózinha:
-Quem procura acha!
Quem nunca ouviu essa frase na vida?
Ontem me ocorreu algo, que acho
que foi mais uma lição que aprendi, que a própria
vida se encarrega das tramas da nossa
novela pessoal, só que há uma enorme
diferença, nada é ensaiado.
Algumas pessoas fazem questão de procurar
sua felicidade, sem saber que elas são apenas
co-autoras desse processo.
O caso é que nada nunca sai do modo que
planejamos, não somos donos do nosso destino
e sim de nossas decisões.
E muito cuidado, pois atropelar sentimentos
alheios podem te trazer sérios problemas, que em
algum momento podem ser irreparáveis.
Pois se quem procura acha, pode achar qualquer coisa,
pois quem vive as custas dos sofrimento e dos
sonhos não pertencentes a si, acabam por
abrir a caixa de Pandora*.
E o arrependimento pode custar muito mais que
lágrimas, pode colocar em jogo o que todos
homens e mulheres que compõe a humanidade deveriam
ter: Honra!
Por isso não procure por qualquer coisa...
Não tenha planos de vida, mas sim objetivos...
Não tenha uma mera meta a alcançar, tenha
sonhos...
Não viva uma aventura, viva uma lição, viva um amor...
E viva na intensidade de uma paixão!
Talvez nem sempre quem procura acha, mas pode
ter certeza que cada um realmente tem o que merece.
E isso é relevante tanto para o bem quanto pro mal.
Não desperdice o que há de bom, cada minuto é único!
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*A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada
quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade,
mas que é melhor não ser revelado ou estudado,
sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle.
Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre
a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu,
como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado
a ficar eternamente acorrentado no Monte Cáucaso,
tendo suas entranhas comidas pelo abutre Éton todos os dias,
alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do
irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando
Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa
(uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções),
enviada por Zeus em sua bagagem. Ela acabou abrindo
a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a
humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho,
a doença, a loucura, a mentira e a paixão.
No fundo da caixa, restou a Esperança
(ou segundo algumas interpretações, a Crença
irracional ou Credulidade).
Com os males liberados da caixa, teve fim a
Idade de ouro da humanidade.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ambivalêcia


Talvez nunca se compreenda o porque das coisas...
Os fatos que são vividos na vida, não podem ser
interpretados como mero acaso, pois estariamos assim
não atribuindo o valor merecido por cada instante pelo
qual ainda continuamos caminhando.
Nos prendemos ao nosso mundo, e sempre
de alguma forma, anexamos a história das outras
pessoas a nossa, fazendo disso desculpa para nossos
erros.
E com base nisso criamos o nosso "plano de fulga".
Escutamos somente o que queremos ouvir,
fixamos apenas naquilo que queremos ver...
E o pior de tudo, chegamos ao ponto de não
conseguirmos ficar sozinhos com nossos próprios
pensamentos.
Nos refugiamos na casa de amigos, e quando isso
não é possível, apelamos para o telefone. Ouvimos
milhares de conselhos diferentes pra uma mesma
situação, só pra não encaramos a parcela de culpa
que podemos gerar com nossas atitudes.
Sim...ficamos alienados de nós mesmos....
Porque em alguns momentos simplismente
não sabemos lidar com algumas situações.
Geralmente experiências novas, além de algumas
já bem conhecidas, nos dão a sensação de enfado...porém
partilhar é bem diferente de colocar o peso do que
se carrega nas costas alheias.
Penso que voltar-se pra si seja muito mais difícil
do que se imagina.
Porém é necessário...Porque apesar de sermos
sujeitos submetidos a entrega, não podemos
nos anular por conta dos sentimentos não pertecentes a nós.
A busca eterna do equilíbrio precisa acontecer,
por isso não podemos ficar presos a nós mesmos,
nem nos desprendemos completamente.
Como Freud dizia," todas as relações
são ambivalentes"...e isso incliu a que temos
com nós mesmos. Por tanto nunca haverá
uma solução certa, a única coisa que vai existir
é sempre uma nova oportunidade.

Obs:Algumas colocações tiradas da aula de psicanálise de ontem

segunda-feira, 2 de junho de 2008

"Ausente" por tempo indeterminado

É tão difícil falar de você mesmo...
Alguns dias atrás me coloquei diante de
uma situação que achava que jamais aconteceria..
Através se uma bincadeirinha, de um poema,
li meus sentimentos diante de uma sala inteira.
Se expor não parece algo bom, não é
a melhor sensação...mas por outro lado
me trouxe alívio, pois as palavras que
foram ditas era um pedaço de mim.
Eu precisava gritar ao mundo algumas coisas.
Sinto que mesmo os sentiemtos bons
parecem te sufocar se você não pode
expressá-los.
Por muito tempo guardei comigo
coisas boas que vivi, sinto que é muito
particular pra explicitá-los, mas também sinto
que seja um pouco de egoísmo e também
uma falta de otimismo se negar a dividir
isso com algumas pessoas.
Hoje, mais do que nunca, aprendi que não
se pode deter o que se sente, é como tentar
prender o vento.
E o que maltrata de verdade são as lembranças
e as certezas...as lembranças porque elas
te obrigam a sempre comparar o que se foi com
o que está sendo, por melhor ou pior que seja a situação...
e as certezas porque em algum momentos elas se
tornam dúvidas.
E nesse momento tento guardar e controlar
minhas palavras mas tem sido muito difícil...
E parece que tudo tem vindo à tona,
com as pessoas que converso e com as
pessoas que reencontro...essa nostalgia
tem me deixado confunsa e ao mesmo
tempo certa daquilo que sinto realmente.
E acho que ainda por um longo tempo,
estou me ausentando de mim.
Parece que apertei o automático
e continuei vivendo...
Certa vez escutei que ninguém morre
de amor...antes eu poderia até acreditar,
mas hoje não acredito mais nisso.
Só aguardo por dias melhores, e sorrisos
mais sinceros.